Para o consultor do Sebrae, Rubens Negrão, a demanda proveniente do público da terceira idade traz a necessidade de mudar forma de atendimento ao cliente. "Tem que ter paciência, e como eles não têm muita familiaridade com tecnologia, tem que usar uma linguagem mais acessível. As empresas têm que se preocupar com acessibilidade em rampas, corrimões, pisos antiderrapantes e com informações acessíveis, como preços com números maiores. As mudanças vão desde o comportamento até a estrutura física."
Na agência de turismo NavegaTur, os pacotes para pessoas idosas são diferenciados. "Nos programas, não colocamos nada de radical, que exija muita movimentação. Todos os grupos são acompanhados por uma pessoa da empresa instruída em como lidar com este público. Os seguros cobrem todas as suas necessidades, inclusive levando em conta doenças preexistentes. Também conferimos toda a documentação antes e durante o embarque", exemplifica Giovanni Prata, gerente comercial da agência.
No caso de exercícios, precisam ser mais limitados, conta Fernando do Carmo, da academia Work-Out. "Porém, a eficácia é a mesma. Os exercícios são mais voltados ao fortalecimento muscular", explica. (M.F.C.)

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