Mudança de hábitos para economizar energia
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 18 de agosto de 2006
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Depois de quase seis meses de estiagem, a chuva que deu o ar da graça na capital anima os curitibanos, que há 15 dias enfrentam um sistema de rodízio para driblar a falta de água. Para o fornecimento de energia elétrica, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão responsável pelo controle do setor, garante que a seca não põe em risco a normalidade na distribuição de energia. A região Sudeste vem garantindo o abastecimento dos três estados do Sul, com a transferência de 5,2 mil megawatts diários, o correspondente a 65% da demanda da região.
Com ou sem possibilidade de racionamento, economizar energia elétrica em casa não significa apenas uma contribuição para manter os níveis dos reservatórios existentes. Representa, também, pagar menos pela conta de luz. A dona de casa Ana Cristina Schmitz entende muito bem o que isso significa. ''Eu não deixo nunca o consumo ultrapassar 120 quilowatts (KW) por mês'', diz ela, que vive com o marido em uma casa de cerca de 80 metros quadrados.
Ana controla o uso de energia com rigor. Ela não tem freezer porque sabe que trata-se de um dos eletrodomésticos que mais consome energia. Só usa o microondas para ''coisas pequenas'', nunca para assar ou descongelar. O chuveiro elétrico só é regulado para o ''quente'' no inverno, e no verão ela troca a resitência do chuveiro para uma mais fraca para economizar.
Aparelhos como televisão e computador são desligados da tomada quando estão fora de uso. ''Mesmo desligados, eles ficam em stand by, que também consome energia. Minha televisão, por exemplo, consome 8 W/hora deligada. Imagina isso multiplicado por 24 horas por dia e 30 dias do mês?'', questiona.
Exageros à parte, a verdade é que o uso racional de equipamentos elétricos dentro de casa pode trazer uma economia considerável no final do mês. O segredo está em usar os equipamentos elétricos de forma eficiente, sem desperdício. Pesquisa da Companhia Paranaense de Energia (Copel) aponta onde estão as maiores de gastos de energia dentro de casa. Em média, a geladeira e o freezer são responsáveis por 30% do consumo de uma residência; o chuveiro elétrico, por 25%; iluminação, 20%; televisão, 10%; ferro elétrico, 6%; máquina de lavar, 5% e outros equipamentos por 4%.
Isso significa que controlando melhor o uso da geladeira, do chuveiro elétrico e da luz de casa é possível ter uma boa redução no consumo. ''Chuveiro é um dos aparelhos que mais gasta. É só ligar o chuveiro e ver o medidor de luz, ele gira desesperadamente'', concorda Ana, que dá ainda mais uma dica para quem quer economizar. Depois de usar o computador, é melhor desligar, mesmo que a pessoa venha a utilizá-lo outras vezes durante o dia. Ou seja, de acordo com ela, não é verdade a informação de que o liga-desliga sai mais caro do que manter a máquina ligada. ''Se chegar uma visita, é melhor pelo menos desligar o monitor, que é o que mais consome energia'', ensina.


