O produtor de feijão deve ficar atento para a queda no consumo de feijão nos últimos anos, antes de pensar em ampliar a área de plantio. Segundo a técnica do Deral, com a recente alta no preço do produto, ficou comprovado que o produto é substituído por outros, numa demonstração que o consumidor não está disposto a pagar mais pelo produto.
A técnica Margoreth Demarchi chamou a atenção ainda para a mudança de hábito do consumidor. Ela apontou uma pesquisa que revela que o consumo ‘‘per capita’’ de feijão caiu de 27 quilos por habitante/ano, na década de 70, para 18 quilos por habitante/ano, na década de 90. Enquanto isso, o consumo ‘‘per capita’’ de carne de frango evoluiu de 2,3 quilos por habitante/ano para 23 quilos por habitante/ano, no mesmo período.
Ela lembra que em duas décadas houve evolução genética, que permitiu o aumento da produção de frango no país. Mas frisou que é notório o processo de urbanização da população nos últimos 20 anos, tendo como destaque o aumento da participação da mulher no mercado de trabalho. Também a abertura de mercado, com a entrada de produtos de fácil preparo, contribuiu para a redução no consumo de feijão.
Margoreth alertou que o produtor deve ficar atento às mudanças do perfil do consumidor, e a indústria nacional deve criar tecnologias que facilitem a colocação do feijão no mercado como um alimento de fácil preparo, como exigi o consumidor.(V.C.)

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