MST aproveita dia da mulher para protestar
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quinta-feira, 08 de março de 2007
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
Trabalhadores do Movimento dos Sem-Terra (MST) fizeram protesto, ontem à tarde, em frente à Nortox, indústria de defensivos agrícolas, em Arapongas (37 km a oeste de Londrina). A manifestação, que durou cerca de duas horas, teve por objetivo marcar o Dia Internacional da Mulher. O trânsito em frente à indústria chegou a ficar prejudicado, com a interrupção de duas pistas - das quatro existentes no local - mas não houve registros de incidentes, segundo a Polícia Rodoviária. De acordo com informações do movimento, pelo menos 700 pessoas participaram da manifestação.
Durante o protesto foi feita uma panfletagem e um ato de repúdio contra a visita do presidente do Estados Unidos, George Bush, ao Brasil. Além disso, o muro da empresa foi pixado com frases como: viva a agricultura camponesa, fora Bush, fora Nortox e fora imperialismo, que foram apagadas logo após o fim da manifestação. Na panfletagem, foi distribuída uma ''Carta das Mulheres Camponesas do Paraná à sociedade'' que falava sobre crimes ambientais, alimentos transgênicos, aquecimento global e patentes de sementes.
''Queremos conscientizar a sociedade dos males do agronegócio para a humanidade. Os lençóis freáticos estão todos contaminados e estão sendo registrados altos índices de câncer por causa da poluição'', observa Diego Moreira, membro da coordenação estadual do MST. O encarregado de segurança da Nortox, Geraldo Jacometo, disse que a indústria preferiu não se manifestar sobre o protesto. No entanto, ele afirmou que os sem-terra não mexeram no patrimônio da empresa e que foram necessárias apenas duas latas de tinta para apagar as pixações.


