MS teme aftosa e decreta ''emergência sanitária''
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segunda-feira, 06 de setembro de 2004
Agência Folha 
Campo Grande - A fronteira do Brasil com o Paraguai, numa faixa de ao menos mil km de extensão em Mato Grosso do Sul, está desde a semana passada em ''situação de emergência sanitária'', decretada pelo governo estadual, devido à suspeita de focos de febre aftosa no país vizinho e ao risco de a doença atingir o rebanho brasileiro.
O Exército montou ao menos cinco barreiras, com 80 soldados, para impedir a entrada de gado paraguaio no Brasil por Mato Grosso do Sul. Outras seis barreiras devem ser montadas.
No sábado passado, a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), órgão do governo estadual, apreendeu e abateu 84 animais que vieram, segundo o secretário Estadual da Produção, José Antônio Felício, do Paraguai. A apreensão ocorreu em Aral Moreira (360 km de Campo Grande).
A situação de emergência sanitária foi decretada pelo governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, em 31 de agosto. Na região de fronteira há 1,4 milhão de cabeças de gado.
Neste ano, segundo Felício, o Estado ainda não recebeu verba do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para o combate à aftosa, embora seja dono de 25 milhões de bovinos (o Brasil tem 186 milhões) e responsável pela produção de mais de 50% da carne brasileira exportada, segundo Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul). O Estado é área livre de aftosa com vacinação.
Na sexta-feira passada, o ministro Roberto Rodrigues (Agricultura) disse que liberará R$ 400 mil para o combate à aftosa na fronteira com o Paraguai. O dinheiro ficará com o Exército para reforçar a fiscalização na fronteira. Este ano, notificação de caso de aftosa no Pará, provocou embargo de compradores internacionais do produto brasileiro, entre eles Rússia e Argentina.


