São Paulo - Mais três focos de febre aftosa foram detectados em Mato Grosso do Sul. As novas ocorrências apareceram no município de Mundo Novo, que conta agora com cinco focos. O Estado apresenta 28 ocorrências (mais quatro em Eldorado e 19 em Japorã). As novas ocorrências estão limitadas à área de segurança sanitária - ou seja, interditadas -, nos municípios de Eldorado, Japorã, Mundo Novo e parte dos municípios de Iguatemi e Itaquiraí. Até o dia 25 de novembro, haviam sido sacrificados 14.443 bovinos, 184 suínos e 158 pequenos ruminantes). O total de animais encontrados nos 28 focos é de 16.371.
O governo de Mato Grosso do Sul autorizou ontem o abate de gado em três frigoríficos da região atingida pela doença. Dois estão em Iguatemi e um em Eldorado, onde foi confirmado o primeiro foco de aftosa, em outubro.
A medida foi possível após o Ministério da Agricultura publicar, na sexta-feira passada, a instrução normativa que reduziu o tamanho da região de risco sanitário, ou seja, diminuiu a área interditada em Mato Grosso do Sul e no Paraná por causa da aftosa.
Apesar do anúncio do governo estadual, o principal frigorífico da região, o BomCharque - que abatia até 700 animais por dia no município de Iguatemi- , informou que, por enquanto, não volta à atividade. O frigorífico exportava para a Europa e o Chile. ''Não há interesse em continuar abatendo porque ainda está restrita a entrada de carne nossa em São Paulo. Ainda não há mercado'', disse o gerente industrial do BomCharque, Valdomiro César Marchini.
Ao anunciar a liberação do abate, o diretor-presidente da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), João Cavallero, disse que a redução da área de risco e a retomada do abate vão gerar 2 mil empregos.

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