MS pode banir soja transgênica
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segunda-feira, 22 de março de 1999
Agência Estado 
O Mato Grosso do Sul poderá seguir o exemplo do Rio Grande do Sul e buscar a transformação do Estado em área livre do plantio e comercialização de produtos transgênicos. A informação foi dada pelo secretário da Agricultura gaúcho, José Hermeto Hoffmann, no encerramento de um seminário sobre produção e consumo de alimentos geneticamente modificados, na Assembléia Legislativa.
Na próxima semana Hoffmann vai receber o superintendente da Agricultura (cargo equivalente ao de secretário) do Mato Grosso do Sul, Ernani Guedes. Ele fará um relato das ações do governo gaúcho na identificação e destruição de lavouras experimentais com transgênicos.
O secretário também vai apresentar a legislação atual, que determina o controle de testes deste tipo pelo governo e os projetos em andamento no Legislativo que proíbem o plantio e a comercialização de produtos geneticamente modificados. De acordo com ele o governo está ainda elaborando uma proposta mais rigorosa para regulamentação da produção de sementes, com o objetivo de evitar o desenvolvimento de espécies transgênicas.
Se o Mato Grosso do Sul unir-se ao Rio Grande do Sul,
dois dos maiores produtores nacionais de soja deverão colocar fortes barreiras aos testes em curso com autorização da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). A maior afetada, neste caso, seria a Monsanto, que está em fase final de suas experiências com a soja resistente ao herbicida Roundup Ready.
Na semana passada a Secretaria da Agricultura gaúcha
interditou uma lavoura de 435 hectares da Monsoy e notificou outra de cinco hectares da mesma empresa. A produção da primeira deverá ser colhida nos próximos dias e em seguida destruída.


