Brasília - Quase dois anos depois da descoberta de focos de febre aftosa em três municípios do Mato Grosso do Sul, o governo local e os pecuaristas da região ainda contabilizam os prejuízos. As estimativas indicam perda acumulada de US$ 1 bilhão. A previsão é do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul), Ademar Silva Junior.
Antes do problema sanitário, informou ele, o Mato Grosso do Sul era o maior exportador de carne bovina do País. ''Perdemos 60 mercados'', lamentou. Hoje, o Brasil exporta carne para 140 destinos. Ele lembrou que as vendas do Mato Grosso do Sul são feitas para compradores que absorvem menores quantidades de carne, entre eles Irã e Israel.
Para o presidente da Famasul, o Brasil pode passar a vender carne para países que antes eram abastecidos pela Inglaterra. Além da União Européia, Japão, Estados Unidos, Canadá, Rússia, Coréia do Sul, Emirados Árabes e Nova Zelândia anunciaram hoje embargos e restrições à importação de carne e derivados fornecidos pela Inglaterra por causa de foco de aftosa descoberto em fazenda localizada a 50 km de Londres. O Brasil vende carne bovina para todos esses países, mostram estatísticas da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
Em São Paulo, o secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz, afirmou que o comércio de alguns produtos será suspenso até que o assunto seja esclarecido, mas não deu mais detalhes. ''Não podemos correr riscos. O governo precisa agir rápido'', afirmou Silva Junior.

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