Brasília - O Mato Grosso do Sul abaterá até 20 mil cabeças de gado na segunda fase de controle da febre aftosa no Estado. Os abates começaram no ano passado com o sacrifício de 24 mil animais, após a constatação de que o vírus causador da doença ainda estava em atividade na região.
De acordo com a secretária do Desenvolvimento Agrário, Produção e Turismo do Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, os recursos previstos para a indenização dos produtores e ainda para ações de controle na fronteira, estimados em R$ 25 milhões, deverão ser liberados por meio de uma Medida Provisória (MP) elaborada em conjunto com os ministérios da Agricultura, Planejamento, Casa Civil e Relações Institucionais. Ela explica que somente após a edição da MP os abates devem começar.
O governador sul-mato-grossense, André Puccinelli (PMDB), está em Brasília desde terça-feira e manteve reuniões com ministros, juntamente com a bancada da Câmara e do Senado. Até mesmo o senador Delcídio Amaral (PT), adversário de Puccinelli nas eleições passadas, acompanhou o governador em encontros.
Desde o início dos abates no Mato Grosso do Sul foram sacrificados 24 mil cabeças de gado em cerca de 60 propriedades. O governo liberou, por meio de um decreto, R$ 20 milhões para as indenizações. A soma dos valores já liberados e os previstos para saírem por meio da MP deve atingir R$ 45 milhões, R$ 35 milhões menos que os R$ 80 milhões estimados no plano de combate à febre aftosa entregue pela secretária Tereza Cristina ao ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.

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