MS e Paraguai fazem acordo de sanidade
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segunda-feira, 21 de agosto de 2006
João Naves<br> Especial para AE 
Campo Grande - O Mato Grosso do Sul construirá frigoríficos no Paraguai, permitindo que o Brasil passe a comprar do país vizinho a carne bovina e não mais o boi vivo. Esse é um dos pontos positivos do acordo firmado ontem entre o Governo do Estado, pecuaristas paraguaios e o Serviço Nacional de Calidad Y Sanidad Animal do Paraguai (Senacsa). Assinaram o documento o governador José Orcírio Miranda dos Santos (Zeca do PT), o secretário estadual de Produção, João Cavalléro, o presidente do Senacsa, Hugo Corrales, o presidente da Associacion Nacional Rural do Paraguai, Alberto Soljancic, o vice-presidente da entidade, Victor Chiriani e os associados Conrado Papplardo e Jose Pappalardo.
A concretização do objetivo depende do cumprimento de cinco itens básicos, por ambas as partes, a partir de ontem. São eles o geoprocessamento da região para mapear as propriedades e cadastrar o rebanho, identificação diferenciada do gado de fronteira, ação conjunta no controle do trânsito de animais, e criação de um banco de dados com acesso franqueado.
Boatos - O grupo todo concordou em que boatos sobre a existência de febre aftosa na fronteira Brasil-Paraguai interessam apenas aos concorrentes. Com esse posicionamento resolveu entrar em ação conjunta ''colocando um ponto final na questão'', conforme ressaltou Corrales. Ele afirmou ter saído satisfeito da reunião, informando que também o convênio fechado há décadas entre Brasil e Paraguai, no combate a doença, será operacionalizado.
''O que estamos tentando é recuperar esse intercâmbio. Isso interessa a ambos os países'', disse Cavallero. Ele explicou que essa cooperação existe desde 1969, chegou a ser praticada durante pouco tempo, e está paralisada há mais de 20 anos. Em seguida, disse que o acontecimento de ontem põe fim ao clima de animosidade que ''porventura'' tenha existido entre as autoridades sanitárias e pecuaristas dos dois países.
Concordando com Cavalléro, o presidente do Senacsa lembrou existir algumas barreiras para serem vencidas no combate a febre aftosa. ''Após vencidos os obstáculos sanitários, é só promover o comércio de carne Paraguai-Brasil.'' Acrescentou que essa é a melhor forma de desenvolver a pecuária na região fronteiriça.


