São Paulo - A onda de fusões de empresas no Brasil chegou também ao mercado publicitário. No final de semana, foi anunciada a fusão entre as agências de propaganda Loducca e MPM. Não há dados oficiais sobre os valores envolvidos. Estima-se que, juntas, elas somaram este ano movimentação de verbas dos anunciantes em torno de R$ 800 milhões. A receita efetiva delas é desconhecida. Porém, como ambas integram o Grupo ABC, do publicitário Nizan Guanaes -que, com 15 empresas, deve fechar 2009 com receita de R$ 420 milhões -, especula-se que o montante envolvido seja da ordem de R$ 56 milhões.
A fusão entre as empresas é mais um indicador de que os profissionais do meio estão correndo atrás de rentabilidade. Os detalhes ainda são desconhecidos. Mas uma coisa é certa: há sobreposição de postos e, como diz um executivo das empresas, ''vamos manter os talentos''. A Loducca, que tem rentabilidade melhor, trabalha com 105 funcionários. Já a MPM, que vinha enfrentando uma crise no último ano, emprega 160 pessoas.
A agência resultante da união passará a se chamar Loducca MPM. Permanece o nome de Celso Loducca, que além de sócio vai presidir a operação, e também conserva a legendária marca MPM, agência da década de 50 que por 15 anos permaneceu na liderança do ranking das maiores agências do mercado brasileiro, até sucumbir para depois ser ressuscitada por Guanaes em 2003.

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