Imagem ilustrativa da imagem MP vai 'mapear' preços dos combustíveis para investigar possíveis abusos
| Foto: Marcos Zanutto/Folha de Londrina



A Promotoria de Defesa do Consumidor do MP (Ministério Público) de Londrina quer mapear a formação dos preços dos combustíveis nos postos da cidade, entre os dias 13 de maio e 9 de junho, para averiguar se houve aumento injustificado da gasolina, etanol e diesel durante e após a paralisação dos caminhoneiros. Para isso, o MP solicitou à Receita Estadual notas fiscais de compra e de venda dos postos e das distribuidoras, num procedimento investigatório criminal para levantar se houve crime contra a economia popular ou contra as relações de consumo.

Segundo o promotor Miguel Sogaiar, a investigação teve início depois que o Procon de Londrina notificou 19 postos que apresentaram reajustes durante a greve dos caminhoneiros. Ainda de acordo com ele, há reclamações de que os litros ficaram mais caros em comparação ao período que antecedeu a paralisação. "Basta pesquisar os dados deste período no site da ANP (Agência Nacional do Petróleo) para verificar que houve aumento dos preços depois da ocorrência da greve", diz o promotor. Ele ressalta, entretanto, que não é possível acusar os donos de postos, porque a alta pode ter ocorrido em outras fases da distribuição.

O coordenador do Procon em Londrina, Gustavo Richa (PSDB), diz que, dos 19 postos notificados a entregarem as notas de compra e venda de combustíveis, quatro não atenderam a determinação. Os documentos ainda estão sob análise dos técnicos do órgão.

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