O Ministério Público do Estado de São Paulo instaurou três processos de investigação contra empresas acusadas de maquiar a embalagem de seus produtos. Segundo o promotor de Defesa do Consumidor, Marco Antonio Zanellato, serão
apuradas irregularidades contra os fabricantes de papel higiênico Kablin e Santa Terezinha e a indústria alimentícia Danone. As três indústrias reduziram a quantidade de produtos nas embalagens sem alterar os preços.
''Vamos investigar se houve a intenção de fraudar preços por meio da redução das embalagens.'' Zanellato disse ainda que esse procedimento é considerado crime contra a ordem econômica e relações de consumo, enquadrado na Lei 8.137. Essa lei prevê punição de dois a cinco anos para os responsáveis pela fraude.
Os diretores das indústrias de biscoitos e de papel higiênico estiveram ontem, em Brasília, para explicar o motivo pelo qual reduziram o peso ou o tamanho de seus produtos em até 25%, mas não baixaram na mesma proporção o preço.
Os executivos foram convocados pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, que investiga a maquiagem de preço que as empresas vêm fazendo nos últimos meses.
Ontem, a Secretaria de Direito Econômico (SDE), também ligada ao Ministério da Justiça, divulgou uma lista com os nomes de 24 empresas acusadas de maquiar a embalagem de seus produtos. Das 24 empresas que maquiaram a embalagem de seus produtos, 11 foram notificadas ontem pela SDE.
Além de biscoitos e papel higiênico, estão na lista empresas que fabricam fraldas, cervejas e sardinhas.

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