MP vai apurar denúncia de coação contra dono de posto
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quinta-feira, 19 de julho de 2001
Cláudia LopesDe Londrina 
O Ministério Público vai apurar a denúncia de que alguns donos de postos de Londrina teriam coagido o proprietário do posto Tiradentes, localizado na rua Quintino Bocaiúva, a reverter a redução dos preços de combustíveis. Ele havia baixado os preços na bomba.
O vendedor de lanches Nilson Pereira dos Reis e o taxista Gilberto Gonçalves prestarão depoimento hoje, às 13h30, na promotoria de Defesa do Consumidor, para falar sobre a coação exercida por vários posteiros, que anteontem impediram que o posto Tiradentes vendesse combustível mais barato do que a maior parte dos estabelecimentos de Londrina.
No início da tarde de anteontem, o posto Tiradentes baixou seus preços para R$ 0,99 (álcool) e R$ 1,70 (gasolina). A maioria dos postos da cidade vende os produtos por R$ 1,07 e R$ 1,77, respectivamente. Segundo Nilson dos Reis, por volta das 16 horas alguns empresários do setor chegaram ao local e começaram a chamar outros donos de postos por celular.
Rapidamente tinha um monte de gente no posto. Eles chegaram a fechar uma bomba de combustível. O gerente foi ameaçado de morte e subiu os preços novamente, contou o taxista GilbertoGonçalves, que afirmou ter identificado alguns empresários. O gerente do posto não quis dar declaração sobre o assunto e disse que o proprietário estava viajando.
O promotor substituto de Defesa do Consumidor, Luiz Fernando Belinetti, disse que só vai se pronunciar sobre o caso depois do depoimento das testemunhas. Os posteiros que invadiram o posto Tiradentes podem responder inquérito por formação de cartel e constrangimento ilegal.
O presidente do Sindicombustíveis do Paraná, Roberto Fregonese, condenou a atitude dos donos de postos de Londrina que participaram da ação. Isso é máfia. O sindicato reprova qualquer ação desse tipo, criticou.


