Curitiba - A Promotoria de Defesa do Consumidor de Curitiba alegou erro de base de cálculo, que resultou na elevação do preço do álcool por parte dos donos de postos de combustíveis, quando foram cumprir determinação judicial de reduzir o preço da gasolina na bomba. O promotor Maximiliano Ribeiro Deliberador disse que está entrando, ainda hoje, com uma petição junto à 2 Vara Cível para adequar a base de cálculo do álcool combustível, no mesmo processo que utilizou para solicitar a redução no preço da gasolina.
No início da semana a Justiça limitou a margem de lucro dos postos no preço da gasolina em 11% e nos preços do álcool, 30%. Ao reduzirem o preço da gasolina, decisão acatada pela maioria dos postos, os empresários elevaram o preço do álcool, acima de R$ 1,58 o litro, conforme previa o limite. Ontem, a maioria dos postos de Curitiba estava vendendo o álcool combustível entre R$ 1,65 a R$ 1,73 o litro.
De acordo com o promotor, houve falta de informação aos donos de postos como calcular o preço do álcool. Ele disse que essa situação ficará mais clara na petição e garantiu que os preços do álcool também irão baixar na capital. Enquanto isso, o Procon continuou durante todo o dia de ontem a fiscalização nos postos de gasolina para conferir se haviam reduzido o preço da gasolina conforme a determinação judicial.
O Sindicato dos Revendedores de Combustíveis (Sindicombustíveis) prorrogou para hoje o ajuizamento de um agravo de instrumento, para derrubar a liminar da 2 Vara. Para se adequar à decisão da Justiça, muitos postos estão deixando de receber cartões de crédito e de débito para pagamento de combustíveis. Fregonese alegou que se não cortarem custos, metade dos postos de Curitiba vai quebrar com a margem de lucro de 11%.

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