O Ministério Público apresentou vários questionamento à Compagas durante audiências públicas realizadas anteontem à noite, em Apucarana, e ontem, em Borrazópolis, durante a apresentação do projeto do gasoduto Mato Rico-Arapongas. O promotor Eduardo Nagib Matni entregou ao presidente da Compagas, Antônio Fernando Krempel, documento relacionando 14 itens que geraram dúvidas no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e no Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (Rima).
Um dos questionamentos está relacionado à forma de transposição do Rio Ivaí e do Rio Bom, que serão cortados no traçado do gasoduto. Outra preocupação é com a existência de um plano de emergência para casos de acidentes.
O documento do Ministério Público será respondido nos próximos dias, conforme assegurou Krempel. Parte das dúvidas foi sanada na própria audiência por engenheiros da Compagas. Quanto à transposição dos rios, foi esclarecido que o duto passará sob o leito, protegido por uma galeria de concreto. No tocante à possibilidade de acidentes, os técnicos disseram que ''isso é muito raro em gasodutos'', mas que, como medida de prevenção, haverá um plano, com treinamento periódico para produtores rurais, policiais, bombeiros e hospitais.
Agricultores que terão suas terras cortadas pela obra também fizeram diversos questionamentos. Eles queriam saber, por exemplo, se pode haver plantio e manejo de culturas sobre o duto e receberam esclarecimentos a respeito. Técnicos da empresa explicaram que o cultivo é permitido e também o tráfego de máquinas. Quanto ao uso do terreno, os agricultores foram informados de que não haverá desapropriação nem cessão. Para autoridades que participaram da audiência, como os prefeitos de Apucarana, Valter Pegorer (PFL), e de Califórnia, Paulo Wilson Mendes (PDT), a preocupação maior é se a obra sai mesmo, garantindo a oferta do gás natural para a região.

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