Representantes da Comissão de Defesa dos Consumidores e Segurança Pública da Câmara de Londrina se reuniram, ontem, com representantes do Ministério Público de Defesa do Consumidor, do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Procon e vereadores para discutir o alinhamento do preço de combustíveis na cidades. A imprensa foi impedida de acompanhar a reunião.
Os vereadores Orlando Bonilha (PL), Jamil Janene (PDT) e Mauricio Barros (PT) propuseram a criação de um Conselho de Consumidores para discutir com os donos de postos um meio termo nos preços. ''Vamos fazer uma audiência pública, convocar todos os donos de postos e buscar uma solução para o problema. Além da criação do conselho'', disse Janene.
Miguel Sogaiar, promotor especial de Defesa do Consumidor, enviou na última terça-feira correspondência à Agência Nacional de Petróleo (ANP) pedindo a intervenção na cidade e o estabelecimento de um preço máximo para os combustíveis. ''Está visível que o preço é abusivo e está lesando o consumidor. Há dois anos estamos tentando resolver o problema. O sindicato está lesando o consumidor'', afirmou. Sogaiar disse que como consumidor a partir de agora não irá mais abastecer o carro na cidade. ''Estou me sentindo desrespeitado como cidadão'', desabafou.
Segundo o promotor, o Ministério Público está lançando mão de todas as ações jurídicas possíveis para resolver o alinhamento de preços. De acordo com ele, na reunião de ontem o sindicato não conseguiu explicar os preços cobrados na cidade. Sogaiar acredita que com a intervenção da ANP o problema será resolvido.
Para o coordenador do Procon, Tito Valle, é necessário o envolvimento de mais entidades, polícias e do Conselho de Administração da Defesa Econômica do Ministério da Justiça. ''Precisamos de mais entidades para reforçar o trabalho que está sendo desenvolvido'', disse. Segundo Valle, não é possível que os postos tenham preços tão similares. ''A gasolina varia entre R$ 2,36 e R$ 2,37 e o álcool R$ 1,56 e R$ 1,57.'' Outro problema visto por Valle é que mesmo pagando um preço alto não há qualidade no combustível.
O diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Paraná, Valter Sasso, saiu da reunião sem falar com a imprensa.

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