A pedido da Promotoria de Defesa dos Direitos do Consumidor em Londrina, representantes do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), Vigilância Sanitária, Ministério Público e Procon começaram ontem uma fiscalização nos supermercados da cidade. A operação conjunta pretende avaliar as condições dos produtos vendidos aos consumidores, desde o peso até a conservação dos alimentos. O objetivo do Ministério Público, conforme o promotor Miguel Sogaiar, é melhorar a qualidade dos serviços oferecidos aos clientes.
''Sempre recebemos muitas reclamações de consumidores, principalmente sobre a validade dos produtos nos supermercados. Por isso, definimos a fiscalização, que deverá ser periódica'', justificou o promotor. ''Queremos prevenir qualquer atitude que lese o consumidor'', acrescentou. Num primeiro momento, segundo Sogaiar, a intenção é verificar as irregularidades e notificar as empresas para que corrijam as falhas. Na sequência, poderão ser cobradas melhorias e, eventualmente, ser aplicadas multas ou mesmo interdições.
O Ipem está avaliando, por exemplo, se o peso do produto confere com o que está registrado no rótulo e se o peso da embalagem foi devidamente descontado. A Vigilância está analisando as condições de higiene de padarias e açougues, a conservação de frios e outros produtos perecíveis. ''Nossa intenção é que o consumidor compre pão, carnes, frios com a tranquilidade de que está tudo limpo'', exemplificou Sogaiar.
De acordo com o chefe do Ipem em Londrina, Marcelo Trautwein, pelo menos um, dos cinco estabelecimentos visitados ontem, deverá ser autuado. Foram encontradas embalagens com dupla indicação de peso e outras com registro irregular de peso no rótulo. Nesse caso, os produtos foram retirados do mercado para uma análise mais específica. A multa nesses casos varia de R$ 100 a R$ 1,5 milhão. ''A operação conjunta é importante, pois nos dá respaldo. Pretendemos chamar outros órgãos, como Receita Federal e Estadual'', frisou Trautwein.

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