MP pede fechamento de posto em Curitiba
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sábado, 28 de janeiro de 2012
Andréa Bertoldi <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - A 2 Promotoria de Pinhais e a 1 Promotoria de Defesa do Consumidor de Curitiba, por intermédio das promotoras Claudia Regina de Paula e Silva e Cristina Corso Ruaro, respectivamente, protocolaram ontem, na Vara Cível de Pinhais, ação coletiva de consumo contra a empresa Angelo Comércio de Combustíveis - nome fantasia é Auto Posto Arrancadão -, localizada em Pinhais, e contra seus proprietários, Angelo de Albuquerque Gobbo e Clecy Maria do Rosário Gobbo.
O Ministério Público pede o fechamento do posto por violação de lacre e adulteração de combustíveis. Vistoria feita pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) constatou que havia violação nos lacres de dez bombas, o que configura forte indício da prática da fraude. Igualmente, com base em inquérito policial da Delcon, verificou-se que o Posto Arrancadão vendia combustível com metanol, substância proibida no Brasil.
O Arrancadão é um dos postos atendidos pela Power Bombas, empresa de Cleber Salazar que é investigada por participar de um suposto esquema de fraude na venda de combustíveis, revelado pelo programa Fantástico. A denúncia mostrava que as bombas apontavam número de litros abastecidos superior ao que efetivamente entrava no tanque dos veículos, lesando o consumidor.
Na ação proposta ontem, o MP-PR pede antecipação de tutela para a interrupção das atividades do posto e aplicação de multa, em caso de descumprimento de ordem judicial, no valor de R$ 20 mil por dia. Após o julgamento final da ação, a Promotoria pede que seja determinada a dissolução da sociedade comercial, com seu fechamento definitivo, e que os requeridos, Ângelo e Clecy, sejam impedidos de exercer o mesmo ramo de atividade, pelo prazo de cinco anos, além de terem de reparar os danos sofridos pelos consumidores que abasteceram seus veículos no posto.
O MP-PR também pede que os réus sejam condenados a indenizar os danos morais coletivos devido à má qualidade e à quantidade inferior vendida aos consumidores, em montante não inferior a R$ 500 mil.
A reportagem não conseguiu localizar o atual advogado dos proprietários do posto. Gobbo foi o primeiro empresário a ser ouvido pela Polícia e teria nega participação na fraude. Ele teria confirmado apenas que pagava a Salazar cerca de R$ 400 por mês pela manutenção das bombas. Gobbo também é dono do Posto Jockey, em Curitiba.


