O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) protocolou ontem, na 5ª Vara Criminal de Londrina, denúncia contra oito pessoas ligadas à construtora Iguaçu do Brasil, uma das quais ainda foragida. As acusações são de estelionato, formação de quadrilha e crime contra relações de consumo na venda de imóveis residenciais. Além dos três crimes, o dono da empresa, o ex-prefeito de Mandaguari Carlos Alberto Campos de Oliveira, ainda responderá por falsidade ideológica, já que a Iguaçu estaria no nome de laranjas.
A Justiça deve notificar os envolvidos, que terão dez dias a partir de então para apresentar defesa. Seis que estavam detidos foram soltos durante o último fim de semana, mediante pagamento de fiança, e um ainda não quitou o valor. O promotor do Gaeco, Jorge Barreto, afirma que os valores foram fixados pelo juiz da 5ª Vara Criminal, Paulo Roldão, de acordo com a participação no suposto esquema. Para Oliveira, o valor foi de R$ 100 mil. "Com a substituição da prisão pela fiança, eles assumem o compromisso de comparecer a todos os autos do processos, ou a fiança será revogada", diz Barreto. O delegado do Gaeco, Alan Flore, desmembrou o caso e ainda apura outros 13 inquéritos, por suspeita de estelionato em outros empreendimentos.

mockup