MP notifica postos de combustíveis
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terça-feira, 29 de maio de 2007
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
O Ministério Público começou a notificar ontem os postos de combustíveis de Londrina, pedindo a apresentação das notas fiscais de compra dos meses de abril e maio deste ano. Segundo o promotor de Defesa do Consumidor, Miguel Sogaiar, há notícias de que distribuidores têm repassado o preço do álcool mais barato aos revendedores, mas o benefício ainda não chegou aos consumidores finais. A redução do preço estaria relacionada ao período de safra da cana-de-açúcar. Na cidade, o álcool tem sido comercializado em média a R$ 1,65, o litro.
''A auditoria vai comprovar se o preço do álcool tem realmente chegado mais barato aos donos de postos'', ressaltou o promotor. Se a informação for comprovada, o MP vai pedir que os comerciantes reduzam o preço do combustível para seus clientes. Porém, se as distribuidoras não tiverem repassando o produto por um preço mais baixo, elas poderão ser alvo de ação judicial por parte do órgão.
Conforme o promotor, o cenário atual indica que as distribuidoras podem realmente estar recebendo o álcool mais barato, por conta do período de safra da cana-de-açúcar. ''Faz sentido essa informação pois estamos no período de safra da cana e há grande oferta do produto. Então é justo que o consumidor seja beneficiado'', disse Sogaiar.
Para o presidente do Sindicombustíveis-PR, Roberto Fregonese, o MP está interferindo no mercado. ''O mercado é livre e o MP tem interferido no negócio. A gente tem acatado os últimos pedidos da promotoria - em novembro de 2006 os revendedores reduziram em R$ 0,04 o preço do litro da gasolina e em março deste ano reduziram em mais R$ 0,05 - sempre cedemos, mas não temos contrapartida. Temos que trabalhar de forma tranquila e, quando a planilha de custo permitir, reduziremos os preços'', reclamou Fregonese.
Ele acredita ainda que a tendência, daqui pra frente, é a redução do preço do álcool. ''Eu não tenho dúvidas disso, pois estamos na safra da cana-de-açúcar. Porém, as distribuidoras têm repassado essa redução muito lentamente para os revendedores e isso acaba gerando conflito'', afirmou Fregonese.


