MP investiga aumentos nos combustíveis
O Ministério Público (MP), em Londrina, instaurou procedimento para investigar, preliminarmente, reajustes dos preços dos combustíveis na cidade nos últimos dias. A medida pretende atender ao pedido do Sindicato dos Taxistas e abaixo-assinados da população, solicitando providências contra os aumentos.
Ontem, na Câmara Municipal, o promotor de Defesa do Consumidor, Miguel Sogayar, se reuniu com o presidente da Comissão de Segurança e Defesa do Consumidor, o vereador Jamil Janene (PL), e o coordenador do Procon, Gerson da Silva, para discutir o possível alinhamento de preços dos combustíveis em Londrina. Há dois anos, a suspeita de formação de cartel entre donos de postos de combustíveis desencadeou prisões de empresários londrinenses.
Desta vez, no entanto, Sogayar considera que não é prudente adiantar alguma medida sem estar comprovada a prática. Ele afirmou que solicitou ao Centro de Apoio Operacional de Defesa do Consumidor, em Curitiba, que faça um levantamento para objetivo de verificar se houve ou não alinhamento dos aumentos dos preços do álcool e da gasolina no município. Sogayar espera que até o final da próxima semana, o centro conclua o levantamento.
''Eles (o Centro de Apoio Operacional de Defesa do Consumidor) tem as informações repassadas pela Agência Nacional de Petróleo e deve entrar em contato também com os postos em Londrina para avaliar a situação'', explicou o promotor sobre o levantamento a ser realizado.
Em entrevista à Folha, o presidente do Sindicato dos Taxistas, Antônio Pereira da Silva, lembrou que há cinco anos uma tonelada de cana-de-açúcar custa R$ 22,00 da roça para a usina, quantidade de matéria-prima suficiente para produzir 70 litros de álcool. ''Esse álcool custa R$ 0,318, o litro. Por que chega na bomba para nós a quase R$ 1,60? Está complicado. Temos o direito de defender o usuário de táxi. Não queremos aumentar os nossos preços. Porém, não temos condições de prestar atendimento desse jeito'', afirmou Silva.
Para o coordenador do Procon, Gerson da Silva, é necessária uma investigação preliminar para constatar se houve um aumento abusivo. ''Se constatarmos as suspeitas, os postos poderão ser autuados e multados'', destacou.





