Seguindo recomendação administrativa do MP (Ministério Público), a ACP (Associação Comercial do Paraná) suspendeu o convite de reabertura do comércio para a próxima segunda-feira (13), feito por meio de nota pública manifestando o desejo dos seus associados. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (10) pela Associação, em comunicado do presidente da entidade, Camilo Turmina.

Imagem ilustrativa da imagem MP intervém e ACP suspende convite para reabertura do comércio
| Foto: Gustavo Carneiro

A recomendação administrativa foi enviada pelo Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado do Paraná, Marcelo Paulo Baggio, ao presidente da ACP na última quinta-feira (9).

Na nota, a ACP diz que respeita as sugestões de fechamento de atividades não essenciais propostas pelas autoridades sanitárias do Município, do Estado e da União, mas ressalta que na sua proposição de reabertura, explicitava “uma série de normas relacionadas a cuidados de higiene, critérios para não aglomeração e funcionamento em horário alternativo para não sobrecarregar o transporte público”.

Segundo a entidade, as normas foram propostas como uma maneira de conciliar “a preservação da saúde com o interesse econômico, uma vez que o fechamento completo do comércio por tempo indeterminado criará uma onda de quebra de empresas e desemprego que podem levar a um caos social sem precedentes na história do país”.

O presidente da ACP cita ainda o Boletim Epidemiológico 07, da Secretaria da Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, que diz que os municípios, Distrito Federal e Estados onde o número de casos confirmados não tenha impactado em mais de 50% da capacidade instalada existente antes da pandemia que implementarem medidas de distanciamento social (DAS) "devem iniciar a transição para Distanciamento Social Seletivo (DSS) - estratégia onde apenas alguns grupos ficam isolados" – a partir do dia 13 de abril.

Por fim, a Associação Comercial do Paraná convida o MP para um efetivo debate e pede que as autoridades explicitem, de forma clara, quais os segmentos do comércio que estão proibidos e que estão autorizados a funcionar. “(...)Não podemos fechar os olhos, temos que planejar o dia do amanhã, concomitante com a análise para implementação de políticas de biossegurança, na preservação das vidas, o que mais nos é sagrado, queremos o melhor para todos, sem dissociar nada e com uma visão ampla.”

*Atualizado às 16h50.

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