A promotora de Defesa do Meio Ambiente, Luciana Lepri Moreira, disse ontem ter estranhado a declaração do presidente da Compagas, Antonio Fernando Krempel, em matéria publicada anteontem pela Folha, de que Londrina poderá ficar fora do traçado da rede de distribuição de gás natural do Norte do Estado por causa do atraso na realização da audiência pública.
A audiência marcada para fevereiro passado foi suspensa por liminar judicial concedida pelo juiz da 6ª Vara Cível de Londrina, Celso Saito, na ação inominada do Ministério Pública, que apontou 12 falhas em relação à segurança das pessoas e do meio ambiente no estudo de impacto ambiental da Compagas. ‘‘Londrina foi incluída no estudo de impacto ambiental. Então esse estudo não se justifica?’’, questionou Luciana.
A promotora disse que o processo está atrasado porque a Compagas se nega a prestar os esclarecimentos solicitados pelo Ministério Público. ‘‘A Compagas alega que não está na fase das complementações’’, afirmou Luciana. ‘‘Nesta semana deverei me manifestar no agravo do Instituto Ambiental do Paraná que solicitou a realização da audiênci pública no Tribunal de Justiça. Vou continuar exigindo os esclarecimentos’’, antecipou ela, que garante ser favorável a construção do gasoduto.
Logo após a suspensão da audiência pública em Londrina, a Compagas entrou com agravo de instrumento no Tribunal de Justiça no Paraná pedindo a cassação da liminar. Mas, por não ter juntado a certidão da decisão do juiz Celso Saito, a companhia perdeu o prazo do recurso. O Tribunal não conheceu o agravo por falta de documentação.

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