MP e Procon conferem preços em supermercados
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sexta-feira, 08 de outubro de 2004
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Ministério Público do Paraná e a Coordenadoria de Defesa do Consumidor (Procon) iniciaram uma operação de conferência nos preços dos produtos vendidos nos supermercados de Curitiba. Os promotores de Justiça da Promotoria de Defesa do Consumidor foram conferir de perto a insatisfação do consumidor que vê um preço no produto exposto na prateleira do supermercado e quando passa no caixa é surpreendido com outro.
A operação foi desencadeada na última quinta-feira, quando a equipe de fiscalização visitou sete supermercados da capital do Paraná, que resultou em várias autuações. A fiscalização contou com o reforço de policiais militares da Promotoria de Investigação Criminal (PIC). O promotor, Maximiliano Ribeiro Deliberador, avisou que outras operações serão desencadeadas até que os supermercados adotem mecanismos de mais transparência junto ao consumidor.
Deliberador contou que teve a iniciativa da operação juntamente com o promotor João Henrique Vilela da Silveira, que na condição de consumidores normais também já foram vítimas de situações de constrangimento com a divergência de preços entre as gôndolas e o caixa nos supermercados. Segundo Deliberador, o correto seria cada produto ter uma etiqueta indicando seu respectivo preço. Como os supermercados alegaram problemas de logística, ''eles têm que ter mecanismos mais eficientes de transparência junto ao consumidor'', salientou.
O promotor disse que os supermercados precisam ter mais máquinas de leitura ótica nos corredores, para o consumidor saber exatamente quais os preços dos produtos.Para Deliberador, esse investimento não representa aumento expressivo de custos, porque ''estamos tratando de grupos internacionais que controlam o setor supermercadista'', justificou.
A Folha tentou contato com a Associação Paranaense de Supermercados (Apras) para se posicionar sobre a operação, mas foi informada que os diretores da entidade estavam viajando.
As denúncias dos consumidores podem ser feitas junto à Promotoria, pelo telefone (41) 250-4000 ou pelo e-mail [email protected] mailto:[email protected] ou no Procon, pelo 0800-41-1512.


