MP da soja transgênica terá relator do RS
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quinta-feira, 18 de novembro de 2004
Fabíola Salvador<br>Agência Estado 
Ribeirão Preto O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Carlo Lovatelli, afirmou ontem que o ritmo dos investimentos feitos em logística no Brasil não é o necessário para o escoamento da safra 2004/2005 de soja, estimada em 60 milhões de toneladas.
''Há vontade política, mas não tem dinheiro e os investimentos não estão sendo feitos no ritmo que nós queríamos. Vamos ter de fazer das tripas coração para enfrentar os graves problemas de logística'', disse Lovatelli.
Na opinião do presidente da Abiove, é triste admitir que a quebra de 10 milhões de toneladas na safra 2003/2004 acabou evitando problemas com os gargalos para o escoamento já neste ano. ''Eu preferiria que houvesse esse problema e tentássemos resolvê-lo a ter de admitir que a queda na safra passada de uma certa forma facilitou o escoamento'', disse. ''Mas tudo indica que teremos 60 milhões de toneladas de soja para escoar e que será um corre-corre'', completou.
O presidente da Abiove procurou minimizar os impactos da descoberta dos primeiros casos de ferrugem asiática nos Estados Unidos e também garantiu que não deverá faltar fungicida para o combate à doença no Brasil. ''A produção nos dois países é fantástica, os estoques estão grandes e acho difícil que a ferrugem nos Estados Unidos possa melhorar os preços em um curto prazo. Quanto aos insumos, a indústria nos garantiu o fornecimento'', concluiu o presidente da Abiove, que está em Ribeirão Preto no evento anual de encerramento do programa ''Agronegócio na Escola'', da Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto (ABAG-RP).
O programa capacita cerca de mil professores em 68 escolas da rede pública de ensino de 35 cidades da região de Ribeirão Preto para incluírem o agronegócio em suas disciplinas. Além de presidente na Abiove, Lovatelli também dirige a ABAG nacional.


