Curitiba - Depois de fechar o cerco contra os supermercados, Ministério Público (MP) estadual e Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos estão cobrando soluções para as sacolas plásticas convencionais distribuídas pelos lojistas de shoppings centers. Em audiência pública, ontem, no MP, o coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente, Saint Clair Honorato Santos, disse que os estabelecimentos que não apresentarem alternativas ambientalmente corretas estarão sujeitos a multas, desde já.
Santos disse que os shoppings têm responsabilidade solidária e também poderão ser multados, mesmo que a iniciativa tenha que partir, diretamente, dos lojistas. Essa foi a principal queixa dos administradores de shoppings que participaram da audiência, onde tinham que apresentar um relatório do tipo e quantidade de sacolas usadas pelas lojas. Eles afirmaram que muitos lojistas estão resistentes à medida.
O gerente feral do Polloshop Champagnat, Samuel Ribeiro de Deus, não reclamou da cobrança do MP e Sema. ''Lei existe é para ser cumprida. O shopping não vai se eximir de qualquer comprometimento que tenha que assumir'', afirmou. O shopping reúne 65 lojas, que distribuem mais de 13 mil sacolas por mês. Segundo ele, o shopping irá estudar a possibilidade de desenvolver um trabalho interno de conscientização sobre o uso de materiais ambientalmente corretos.
O secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues, disse que deverá ser definida uma estratégia de visitas aos shoppings em conjunto com o MP.

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