O afastamento da juíza Oneide Negrão, da 5 Vara Criminal de Londrina, do processo que investiga o empresário Ariovaldo Ferraz Arruda, dono do Posto Esperança, causará um retrocesso no caso. De acordo com o promotor Eduardo Diniz Neto, também da 5 Vara Criminal, o juiz indicado para apreciar o processo terá que analisar todos os documentos antes de encaminhar novas providências.
Mas Diniz Neto acrescentou que a decisão pode ser contestada por recursos do Minstério Público (MP). Ainda não há definição sobre quem assumirá o processo. O juiz substituto Álvaro Rodrigues Júnior, indicado pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, está em férias.
Ontem, o MP aguardava a comunicação oficial sobre a suspensão de Oneide Negrão e a concessão de habeas-corpus a Arruda, que teve sua prisão decretada no mês passado pela juíza. Ela foi afastada por ter sido considerada sem condições de julgar o caso com imparcialidade. Segundo despacho do juiz Miguel Kfouri Neto, Oneide teria concedido entrevistas afirmando não existir dúvidas sobre o crime.

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