Curitiba O assessor econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Carlos Augusto Albuquerque, disse ontem que se o governo federal não apresentar medidas para ajudar o agronegócio até o próximo dia 25, o protesto dos agricultores no Estado pode se intensificar. Segundo informações da Polícia Rodoviária Estadual, os bloqueios nas rodovias devem continuar hoje. Na terça-feira, 108 pontos foram tomados pelos agricultores com a participação de 100 mil pessoas. Ontem, às 18 horas, 11 trechos ainda permaneciam bloqueados.
Ontem de manhã, os produtores rurais começaram o movimento com o bloqueio de 16 trechos de rodovias, número que passou para 30 pontos ao longo do dia. Os sindicatos ligados à Federação de Transportes de Cargas do Paraná (Fetranspar) mantiveram alguns caminhões nas rodovias em solidariedade ao movimento dos agricultores.
A América Latina Logística (ALL) informou que ontem de manhã os agricultores bloquearam a linha férrea em Jataizinho mas, em seguida, a empresa conseguiu uma liminar na Justiça para que o local fosse desobstruído. Os agricultores também desocuparam as praças de pedágio da concessionária Rodovia das Cataratas, em Cascavel, ontem à tarde. Segundo a Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR) os manifestantes deixaram o local após a Justiça conceder a reintegração de posse à concessionária.
A ABCR informou ainda que até às 18 horas, os dois bloqueios nas estradas administradas pela Econorte (BR-369, Km 130 e PR-323, Km 36) também foram liberados. Uma das situações mais complicadas ontem foi o bloqueio total na BR-163, Km 1 na Ponte Ayrton Senna, na região de Cascavel.
Segundo Albuquerque, o governo federal já sinalizou que não vai mexer no câmbio apesar de ser uma das solicitações dos agricultores. Além disso, os produtores querem uma política de incentivo para a compra de insumos e maquinário, renegociação das dívidas agrícolas, suspensão de todas as cobranças de dívidas nos setores públicos e privados, por um período de 180 dias, subsídio às commodities, securitização de toda a dívida, seguro agrícola, redução no diesel e liberação de defensivos genéricos.

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