Curitiba - A consultoria jurídica do ministro dos Transportes, Anderson Adauto, analisa o pedido de intervenção no Porto de Paranaguá. O pedido partiu de entidades que representam os setores produtivos e exportador. Eles estão preocupados com os prejuízos que a posição do governador Roberto Requião (PMDB), contrário aos transgênicos, pode trazer.
De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério dos Transportes, não há prazo para que o pedido, que chegou no final de novembro, seja analisado.
A proibição de movimentar produtos geneticamente modificados no Paraná está prevista em lei estadual, aprovada pela Assembléia Legislativa e sancionada pelo governador.
A Folha tentou entrevistar o superintendente do Porto de Paranaguá, Eduardo Requião, sobre o pedido de intervenção, mas segundo a assessoria de imprensa ele não falaria sobre o assunto.
Essa não é a única ofensiva contra a posição do governo Requião contra os transgênicos. Em novembro, o PFL nacional encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, uma ação direta de inconstitucionalidade, a pedido do diretório estadual do PFL. O objetivo é derrubar a Lei Estadual 14.162, que proíbe a produção, comercialização e transporte de organismos geneticamente modificados no Paraná. O deputado federal do Paraná, Eduardo Sciarra (PFL), explicou que o Estado não poderia legislar sobre o comércio exterior, e que a lei dos transgênicos no Estado é ''uma invasão'' na competência da União.
No final do mês passado, cerca de 200 manifestantes participaram do ato simbólico de limpeza do Porto de Paranaguá. No silo público, estavam 10 mil toneladas de soja contaminada com grão transgênico. Ao proibir a movimentação dos transgênicos no Estado, o Palácio Iguaçu quer evitar que os agricultores paranaenses fiquem reféns da multinacional Monsanto, que tem a tecnologia dos transgênicos.

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