Movimento no Porto de Antonina cresce 982%
Os terminais Barão de Teffé e Ponta do Félix, no Porto de Antonina, tiveram neste ano um crescimento de 982% na movimentação de mercadorias e consolidaram-se como uma alternativa de apoio à crescente demanda pelo Porto de Paranaguá. De janeiro a junho foram movimentados 143 contêineres com carga geral e mais 132.123 toneladas de madeira, fertilizantes, caulim, sulfato de sódio, frutas, sal, peças, além de carvão e ferro. No ano passado, neste mesmo período, o Porto de Antonina havia movimentado apenas 12,2 mil toneladas de madeira.
Deficitário até o ano passado, em função do assoreamento do canal e falta de profundidade para atração de grandes navios, o Porto de Antonina colhe agora os resultados de investimentos da ordem de R$ 79 milhões, feitos nos últimos anos pelo governo e iniciativa privada.
O terminal de Barão de Teffé recebeu US$ 4 milhões, para adequação do canal de navegação, compra de novos equipamentos e reformas de armazéns. No terminal da Ponta do Félix, arrendado para a iniciativa privada, foram investidos US$ 75 milhões na reforma do cais, obras de dragagem, equipamentos, além da instalação de uma câmara frigorífica com capacidade para 250 mil toneladas por ano, a ser inaugurada ainda neste ano.
Atualmente, o movimento do Porto de Antonina já representa 2% da movimentação do Porto de Paranaguá. Nos primeiros seis meses deste ano foram, além dos contêineres, 33,7 mil toneladas de madeira, 17 mil de fertilizantes, 700 toneladas de caulim, 4 mil de sulfato de sódio, 3 mil toneladas de frutas, 40,6 mil toneladas de sal, 2,6 mil toneladas de peças, além de 29,5 mil toneladas de carvão 968 toneladas de ferro.
A meta é aumentar o movimento para o equivalente a 10% de Paranaguá. A estratégia é incrementar a importação de fertilizantes e a exportação de madeira e derivados. Outra investida do Porto de Antonina é ampliar a recepção de cabotagem (mercadoria proveniente de outros portos brasileiros).





