Movimento nas papelarias aumenta com proximidade da volta às aulas
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quarta-feira, 08 de janeiro de 2020
Mariana Presser/Estagiária 
Com o ano carregado de feriados prolongados, muitas escolas anteciparam o início do ano letivo para dar conta de aplicar todo o conteúdo previsto. Como consequência, a procura por materiais escolares já é grande nas papelarias. Com a lista dos itens em mãos, os pais rodam o comércio em busca dos melhores preços.

Carla Antunes, moradora de Jacarezinho (Norte Pioneiro) aproveitou uma viagem a Londrina para comprar o material escolar dos filhos. "Aqui tem lojas maiores e opções mais em conta que na minha cidade. Sempre aproveito o período de férias para comprar os materiais escolares. Com um pouco de paciência e andando um pouco, é possível fazer uma boa economia", dá a dica.
Além da variação de preços entre estabelecimentos, alguns produtos de marcas diferentes também chegam a ter 25% de diferença no valor na mesma papelaria, geralmente os mais caros são os que trazem personagens famosos. "No dia da compra dos materiais eu deixo meu filho em casa. Mas quando começam as aulas, ele sempre pede o caderno com o desenho igual ao do amiguinho", conta a dona de casa Érica Nascimento. "Alguma coisa a gente acaba cedendo, mas nada que extrapole o orçamento."
Rodrigo Casagrande, proprietário de uma papelaria no centro, ressalta a importância de ensinar educação financeira para os filhos desde cedo. "É preciso explicar o porquê de levar tal coisa e não levar outra, saber os limites de compra e o quanto podem gastar. Eu faço isso com meus filhos, costumo sempre conversar sobre o valor das coisas", conta.
Ele afirma que o movimento nas vendas está começando e que, este ano, buscou por mais fornecedores para conseguir novidades e atrair mais clientes. "O reajuste esse ano não foi muito bom e os feriados previstos podem atrapalhar um pouco as vendas mas, a expectativa é alta para 2020. Será um ano de maior crescimento econômico e esperamos compensar vendas perdidas de outros anos".
USO COLETIVO
Valdemir Pimentel, proprietário de uma loja multi itens em Londrina, afirma que todo ano acaba escutando reclamações de clientes sobre o aumento de itens na lista de material. "Todo ano é assim, muitos pais reclamam que tem coisas na lista que não é necessário para a criança, que a escola abusa das quantidades, entre outras reclamações. Nós acabamos virando 'psicólogos' dos clientes", comenta.
De acordo com a lei, os estudantes não são obrigados a fornecer qualquer material de uso coletivo. Além disso, as escolas têm obrigação de fornecer lista de material para que os responsáveis pelas crianças, possam pesquisar preços e escolher fornecedores de sua preferência. A lista de itens considerados de uso coletivo são regulados pelas leis federais 9.870/99 e 12.886/13.


