Sócio de três barracas de óculos de sol, Francismar Augusto Amarins também não está otimista. De acordo com ele, o seu faturamento varia conforme a temperatura e o bolso do cliente. Para quem já recebeu R$ 500,00 num único dia, a procura por óculos de R$ 10,00 não é estimulante. ''Todos nós esperávamos um Natal melhor'', arremata.
Nas lojas de R$ 1,99 a situação não é muito diferente. O trânsito de pessoas é grande, mas a entrada de dinheiro na caixa registradora é pequena. Segundo o cabeleireiro Luiz Carlos Barbosa, isso acontece porque nem as lojas populares escaparam da inflação. ''Os mesmos produtos vendidos aqui há dois anos eram mais baratos. O jeito vai ser economizar em tudo e presentear apenas as pessoas essenciais''. A dona de casa Rosaine Garcia Passos da Costa recorreu às lojas de R$ 1,00 para fazer a festa de aniversário de um ano da filha. Ela diz que não está à procura de qualidade e sim de preço. ''Os presentes de Natal ainda vão demorar uns dias''.
Apesar do desânimo geral, o presidente da Organização Não-Governamental Canaã, Rogério Gonsales, acredita que o volume de vendas deste ano será igual a 2001. Ele representa os camelôs de Londrina e aposta nos resultados obtidos durante a Copa do Mundo e eleições. ''Muita gente aproveitou o dinheiro ganho nessas épocas para saldar as dívidas e agora pode gastar novamente''.

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