Marcos BorgesSem sobressaltosSaques rotineiros e frequência normal para um feriado: este foi o cenário nos caixas eletrônicos, ontemDurante todo o dia de ontem o movimento de clientes foi normal e tranquilo nos caixas eletrônicos em todo o Estado. Poucos clientes saíram de casa para sacar dinheiro ou fazer qualquer movimentação por causa da intervenção do Banco Central. ‘‘Não tem motivo para ficar preocupada, porque tudo vai ficar como estᒒ, afirmou a analista de sistemas Vera Capriolli Souza. Ela fazia um saque normal de R$ 50,00, num caixa eletrônico do centro de Curitiba. Somente em contas de poupança, o Bamerindus tem 5,2 milhões de clientes. Durante o ano passado foram abertas 1,3 milhão de novas contas.
A única movimentação fora do comum foi na sede do banco, na Vila Hauer, onde diretores do Bamerindus e o interventor do Banco Central, Luiz Carlos Alvarez, passaram o dia reunidos. Alvarez faz um levantamento das transferências de ativos e passivos. Ele não saiu do banco e evitou a imprensa. Um forte esquema de segurança foi mantido em frente à sede administrativa.
O superintendente regional do Banco Central, Jackson Pitombo, acredita que o interventor ficará no Bamerindus pelos próximos 30 dias. ‘‘Até domingo à noite, a situção dos correntistas estará regularizada’’, afirmou Pitombo.
Segundo o Banco Central e o HSBC Bamerindus (nome do novo banco), o funcionamento das agências será normal a partir de segunda-feira. ‘‘Os clientes poderão usar os talões de cheque e cartões normalmente’’, garantiu o presidente da instituição Michael Geoghegan.
Apesar de toda a orientação, algumas lojas de Curitiba chegaram a recusar cheques e cartões de crédito do Bamerindus, no início do dia de ontem. Mas depois passaram a aceitá-los. Este foi o caso da Mesbla. No período da tarde, os clientes da loja puderam fazer o pagamento com cheque do Bamerindus, mas os vendedores eram obrigados a conferir o saldo dos consumidores.
Em Londrina, alguns poucos correntistas ontem faziam saques rotineiros no caixa eletrônico central, retirando dinheiro apenas para passar o final de semana prolongado. Não houve filas e a frequência foi típica para um dia de feriado. O trabalhador José Ferreira, cliente do banco há dez anos, sacou R$ 50. ‘‘Estou tranquilo. Não vejo porque me preocupar’’.

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