Movimento é democrático, afirma presidente
São Paulo - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou ontem apoio à greve nacional dos bancários, que entra hoje em seu décimo dia. Mesmo ressaltando que este não é um assunto do Poder Executivo, o presidente considerou ''democrática'' a greve dos bancários, que atinge 24 capitais e mais de 105 cidades do interior do País. Depois de ressaltar que ''o Brasil não está parado por causa da greve dos bancários'', o presidente Lula destacou que os trabalhadores já deram a sua contribuição de sacrifício.
Segundo o presidente, os altos lucros dos bancos tornam natural a reivindicação por reposição salarial. ''Nós temos de entender a greve da seguinte maneira: os trabalhadores estão percebendo que a economia está crescendo. Eles fizeram sacrifício quando tinham de fazer sacrifício e, agora, na medida em que os bancos anunciam um ganho muito bom, é normal que os trabalhadores queiram começar a recuperar sua renda'', analisou. Para ele, o País é tão grande ''que não vai ser nenhuma greve de bancários ou de metalúrgicos que vai parar o Brasil''.
Hoje, a Confederação Nacional dos Bancários (CNB/CUT) pedirá hoje ao ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, em audiência em Brasília, a intervenção federal para assegurar o direito de greve.





