Brasília O esforço de exportação promovido pelo governo nos últimos dois anos está ajudando a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos a ampliar seu espaço no mercado de encomendas expressas destinadas ao exterior. No ano passado, a estatal dobrou o volume de encomendas remetidas pelo sistema Exporta Fácil, passando de R$ 8,67 milhões em 2001 para R$ 19,01 milhões em 2002, com incremento de 119%. A expectativa do chefe da Divisão de Negociações Internacionais da empresa, Djalma Lapuente da Rosa, é que esse crescimento seja repetido no atual exercício.
''Vamos manter o crescimento de 100%'', aposta Lapuente, lembrando que o programa é novo e permanecem as condições que propiciaram a expansão: estímulo governamental às exportações e dólar valorizado. O número de encomendas remetidas subiu 70% no período, passando de 6.745 para 11.440 em 2002. A empresa não informa a receita obtida com o serviço. ''São dados confidenciais'', diz.
Segundo dados da Secretaria de Serviços Postais do Ministério das Comunicações, em 2002 as vendas pelo Exporta Fácil totalizaram US$ 43,88 milhões, valor 42,7% superior aos US$ 30,74 milhões de 2001. A estatística inclui as empresas privadas de encomendas expressas, que dominam o mercado. Embora as estatísticas dos Correios estejam em reais, estima-se em 12% a participação da estatal nesse bolo. O programa começou em novembro de 1999, e em 2000 exportou US$ 12,23 milhões.
O principal papel dos Correios no mercado de exportação por encomendas expressas é levar os benefícios do sistema simplificado a qualquer empresa do Brasil, valendo-se da capilaridade da rede postal pública, segundo Lapuente. Uma exportação feita de qualquer local do País será levada para São Paulo ou o Rio de Janeiro, onde estão concentrados os serviços de aduana da Receita Federal dentro dos Correios.
As estatísticas mostram que os números do Exporta Fácil são uma gota, se comparados com o volume global de exportações: 0,079% das vendas do País. Mas o sistema é considerado um bom caminho para as micro e pequenas empresas. Os Estados Unidos, principal destino, receberam 13.823 encomendas, 40% do total do sistema, em 2002.

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