Movimento do comércio cai 1,5% no 1º semestre
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quinta-feira, 06 de julho de 2017
Maria Regina Silva<br>Agência Estado 
São Paulo - O movimento no comércio varejista do País fechou o primeiro semestre com nova queda, porém bem menos intensa do que a registrada em igual período do ano passado. É o que aponta o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio. Conforme o índice, o movimento dos consumidores nas lojas caiu 1,5% na comparação com os seis primeiros meses de 2016, quando cedeu 8,3%.
"A retração da atividade varejista no primeiro semestre de 2017 é explicada pelo elevado desemprego no País e pelos juros ainda altos dos crediários", avaliam, em nota, os economistas da Serasa.
O setor da construção foi o que mais foi afetado, com as vendas de material registrando declínio de 14,4% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2016. Na sequência, ficou a categoria de móveis, eletroeletrônicos e informática, com recuo de 12,6%, seguida de perto pela retração de 12,4% no segmento de tecidos, vestuário, calçados e acessórios.
Paraná
Mesmo fazendo uso de outra metodologia na Pesquisa Conjuntural da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio-PR), a entidade também detecta um desempenho negativo no acumulado do ano entre os 12 segmentos acompanhados no Estado. "No acumulado até abril, registramos uma queda de 3,41% no volume financeiro movimentado pelo comércio paranaense em geral. Na pesquisa de maio, que estamos consolidando os dados, percebemos um respiro com o advento do Dia das Mães, além do FGTS inativo, e uma crescente melhora no ânimo dos consumidores mesmo com a política interferindo. Efetivamente ainda não melhorou e 2017 deve continuar nesse ritmo, nem tão ruim quanto 2016, mas recuperação mesmo não é para este ano", analisa a coordenadora de pesquisas da Fecomércio-PR, Priscila Andrade.
A pesquisa da entidade mostra que alguns setores pesquisados já acumulam desempenho positivo de dois dígitos no Paraná. Destaque para os estabelecimentos do setor de Móveis, Decoração e Utilidades Domésticas, que lançaram mão de verdadeiros saldões para reverter a situação ganhando em volume de vendas. "Esse segmento, desde o início de 2017, lançou mão de estratégias de alta impacto de promoções e saldões por entender que existe a demanda latente de consumidores que ainda não mobiliaram seus espaços e precisavam desse estímulo. O resultado é que eles acumularam 32,95% de incremento nas vendas deste primeiro quadrimestre em relação ao primeito quadrimestre de 2016", aponta Priscila. É o fato do consumidor estar de alguma forma respondendo que torna positiva a expectativa da entidade para os próximos meses. "Caso as reviravoltas políticas não causem um estrago ainda maior na tentativa de reação da economia, existe um ensaio de melhora gradativa, para que 2018 tenhamos uma recuperação", sugere a coordenadora.


