Movimento defende gestão pública para o Porto
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quinta-feira, 01 de junho de 2006
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A receita cambial dos portos de Paranaguá e de Antonina tiveram crescimento recorde nos últimos três anos, passando de US$ 4,1 bilhões em 2002 para US$ 9,1 bilhões no ano passado. Esse bom desempenho deve-se principalmente às melhorias de logística e investimentos realizados na infra-estrutura dos portos. Com argumentos como esses, que mostram o desempenho do porto de Paranaguá na atual administração, a Frente Ampla pelos Avanços Sociais deu início, ontem em Curitiba, a um movimento de defesa de um modelo de gestão portuária pública para o Porto de Paranaguá.
''Apesar da aftosa e da gripe aviária o porto mantém sempre todos os berços ocupados. Cargas que estavam fora há muito tempo também estão retornando para a Paranaguá'', explica o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), Eduardo Requião. A defesa do porto de Paranaguá é a segunda frente de luta eleita pela Frente Ampla pelos Avanços Sociais, movimento criado há cerca de um mês com objetivo de defender a aprovação do salário mínimo regional.
Na verdade, não existe um movimento organizado de tentativa de privatização do porto, mas os organizadores do movimento querem se defender dos ataques que o porto vêm sofrendo desde a divulgação da ''Carta Aberta em Defesa de Paranaguá''. O documento foi elaborado e divulgado pela Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Paranaguá (Aciap), que conta com 400 filiados. ''São as mesmas pessoas que foram colocadas para fora do porto quando assuminos, e que têm interesse em manter os lucros que tinham antes'', diz Eduardo.
O movimento foi lançado, ontem, em solenidade na Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba. Na ocasião, a APPA lançou um Caderno Demonstrativo dos Resultados do Porto, além de uma exposição de painéis, com dados, números e gráficos sobre seu desempenho.
A intenção, segundo o coodenador da Frente, Doático Santos, é realizar uma jornada pró-porto por todo Estado, convidando entidades e instituições representativas a integrarem o movimento. Ontem mesmo, já estava agendada reunião com a direção da Universidade Federal do Paraná. A jornada termina no dia do aniversário de Paranaguá, 29 de julho, quando a mostra de painéis sobre o porto permanecerá exposta na Boca Maldita, no centro de Curitiba. ''Queremos aumentar o orgulho dos paranaenses pelo porto e por sua gestão pública'', justifica Santos.


