Movimento de venda faz pressão sobre as bolsas
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quarta-feira, 15 de julho de 1998
Agência Estado 
O mercado de ações foi pressionado por vendas para realização de lucros obtidos com as últimas altas. A discreta valorização de 0,06% no fechamento foi suficiente, porém, para que a Bolsa de São Paulo sustentasse a terceira alta consecutiva. Na semana, em três pregões, a rentabilidade acumulada está em 3,12%, que fica ampliada para 10,02% no mês, até o momento. O movimento financeiro, de R$ 695,004 milhões, ficou emparelhado com o do dia anterior. A Bolsa do Rio teve alta de 0,70%
A venda de ações após alguns pregões de alta indica ainda a insegurança do investidor com o comportamento dos mercados internacionais. A Bolsa de São Paulo resistiu melhor às vendas enquanto a Bolsa de Nova York esteve em alta e diluiu a valorização, que chegou a 1,41%, quando a praça nova-iorquina passou a percorrer terreno negativo. A Bolsa de Nova York fechou com ligeira perda de 11,07 pontos ou desvalorização de 0,12%.
Entre as ações de primeira linha, a que apurou maior baixa foi a Eletrobrás PNB, a que vinha obtendo a maior valorização desde o início do mês. A queda foi de 3,40%, com o lote de mil negociado por R$ 36,90. Telebrás PN fechou com perda de 0,29%, cotado por R$ 136,80, depois de chegar à cotação máxima de R$ 139,40, nível 1,60% acima do fechamento anterior.
Não houve aparentemente motivos convincentes, interna ou externamente, que justificassem as vendas. No exterior, os principais pontos de interesse dos investidores, as crises japonesa e russa, continuam alimentando expectativas otimistas.


