A mania de deixar a compra dos presentes para a última hora acabou surpreendendo os comerciantes de Londrina. Até quinta-feira, o setor não esperava grande crescimento nas vendas do Dia dos Pais. Ontem, porém, o movimento dos ''retardatários'' atendeu às expectativas dos lojistas.
Regina Louzada, proprietária da loja de confecções masculinas Cartola, contou que o fluxo de vendas começou a melhorar na sexta-feira. A empresária, que não apostava em desempenho melhor que o do ano passado, mudou de opinião ontem de manhã. ''Acho que vamos vender 10% a mais'', comemorou ela.
Nas Lojas Riachuelo, o gerente Carlos Roberto de Julio comentou que o Dia dos Pais é a segunda data promocional com maior movimento, perdendo apenas para o Natal. Ele atribui esse resultado ao fato de 70% das clientes cadastradas serem mulheres. ''São elas que compram os presentes para os pais'', explicou.
A economia recessiva, segundo ele, também colaborou com o aquecimento das vendas. Sem muito dinheiro no bolso, as pessoas procuram presentes mais baratos, que são encontrados nos setores de calçados e confecções. Regina Louzada concorda com a análise: ''Os clientes procuram peças entre R$ 30,00 e R$ 40,00'', disse.
O movimento observado na joalheria Big Ben contraria a tendência de presentear com itens mais acessíveis. A gerente da loja do calçadão, Deise Cremasco, afirmou que foi grande a procura por presentes de maior valor. ''Já que iriam presentear, os clientes optaram por artigos de qualidade'', disse, lembrando que, no ano passado, a venda de ''lembranças'' foi superior.
Uma das retardatárias que deixou para comprar presentes na última hora foi a arrecadadora Rubia dos Santos Silva, 25. Acompanhada pelos dois filhos pequenos, ela escolhia roupas para o marido, o pai e o padastro. ''Fiz bastante pesquisa para poder comprar para todo mundo. Vai ser roupa e sapato'', adiantou.
O médico Maurício Nakabayashi, 33, também deixou as compras para ontem. ''Foi por falta de tempo'', disse ele, que não costuma comprar presentes na véspera das datas comemorativas. ''Sempre compro uns dias antes''. Pai de uma garota de cinco anos, ele contou que já havia ganho o seu presente. ''Foi uma roupa. Ela não aguenta esperar até domingo'', disse.

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