Movimento de portos cresce 14% em 2004
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quinta-feira, 29 de abril de 2004
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) comemora o crescimento de 14% no movimento de cargas no primeiro quadrimestre do ano. De acordo com o superintendente Eduardo Requião, entre os dias 1º de janeiro e o último dia 26, o porto recebeu mais de 10 milhões de toneladas de mercadorias contra 8 milhões registradas no mesmo período de 2003.
Este ano, a exportação cresceu 13% e, boa parte desse resultado, deve-se à comercialização do milho que foi 290% maior em comparação aos primeiros quatro meses do ano passado. A única exceção foi a soja, cujo escoamento caiu 37% no período. Segundo a assesoria de imprensa da APPA, isso ocorreu devido à paralisação das operações por sete dias, ao excesso de chuva na Páscoa e à concorrência com o milho safrinha que chegou antes aos silos. ''Não podia jogar o milho no mar para dar lugar a soja'', disse Requião.
Considerando apenas os produtos de exportação, também sofreram resultado positivo o farelo (+ 8%) e o óleo vegetal (+ 11%). A importação cresceu 28% graças aos fertilizantes (+ 59%) e ao arroz (+ 42%). O número de navios e vagões também aumentou 4% e 25%, respectivamente contra 11% de queda no número de caminhões que chegaram aos portos.
Segundo o superintendente da APPA, os portos de Paranaguá e Antonina movimentaram 33,5 milhões de toneladas no ano passado, ou seja, 5 milhões a mais que no exercício anterior. Em 2003, o porto atingiu uma média diária de 50 mil toneladas e hoje está operando com 65 a 70 mil toneladas.
O silo público, com capacidade estática para 100 mil toneladas operou com 100% de eficácia a mais que os silos privados, ou seja, o mesmo que enchido e esvaziado 25 vezes. Isso significa, em termos técnicos, que o ''silão'', como é conhecido, operou com 2.1, por referência de tonelagem, enquanto os privados, que somam cerca de 750 mil toneladas para os granéis sólidos, trabalharam com referência de 1 por 1. ''Daqui a 10 anos, esses portos deverão movimentar 400 milhões de toneladas/ano'', finalizou Requião.


