A fila de caminhões ao longo da BR-277 e que avançou, ontem, para o município de Campo Largo, na Grande Curitiba, não era linear. De acordo com a reportagem da Folha, que percorreu o local, haviam muitos intervalos depois da praça do pedágio. A interrupção na fila não se restringia ao trecho proibido para formação de filas, fixado pela Polícia Rodoviária Federal, por medida de segurança, na área da Serra do Mar.
Uma das reclamarações dos motoristas era que a fila andava mais rápido depois que os veículos passavam a praça do pedágio, permanecendo parados por cinco horas. Antes da praça, porém, a demora chegava a 24 horas.
Para o caminhoneiro Itamar Luiz Tiepo, é preferível não ter reajuste na diária, mas que a mesma seja paga desde quando o caminhoneiro é obrigado a parar na fila. ''Assim, a polícia rodoviária é obrigada a fazer a fila andar e a gente não perde o tempo'', lamentou.
O chefe da Polícia Rodoviária Estadual, José Lopes Prates, disse que os caminhoneiros estavam provocando transtornos. Segundo ele, muitos motoristas chegavam na região de Campo Largo e passavam direto, sem acreditar que a fila estava ali. Depois ficavam procurando lugar nas brechas existentes entre os caminhões. ''Quem estava atrás, vinha reclamar.''

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