Movimento aponta alternativas
Os representantes do Movimento Nacional dos Atingidos por Barragens pretendem encaminhar para o Ministério de Minas e Energia um documento com quatro itens básicos que poderiam contribuir para reduzir os gastos e desperdícios com eletricidade. Segundo eles, as alternativas garantiriam um aumento de até 40% no fornecimento. O estudo se baseia num trabalho feito pelo professor de Energia na USP, Célio Berman.
O estudo mostrou que somente na fase de transmissão, há uma perda de energia que chega a 15%. Modernizar e readequar as usinas hidrelétricas, que em sua maioria têm mais de 20 anos e operam com turbinas inadequadas, seria a segunda maneira de reduzir gastos. Outra sugestão é estimular os investimentos em geração de energia a partir da biomassa, principalmente a partir do bagaço de cana e do papel e celulose. O quarto item seria dar garantias para o investimento mais forte nas pequenas centrais elétricas (PCHs).
Um dos representantes do Movimento Nacional dos Atingidos por Barragens, José Uliano Camilo, disse que as dicas foram discutidas esta semana num encotro em São Paulo e estarão em pauta no seminário Matriz Energética, que o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-PR) promove segunda e terça-feira, no edifício Castelo Branco, no Centro Cívico, em Curitiba.
O governo tem muitas alternativas viáveis para gerar energia sem que necessite construir grandes obras que comprometem o meio ambiente, ressaltou Camilo. Agricultor que teve sua propriedade atingida pela barragem da usina de Salto Caixas, ele defende a construção das PCHs, que são menos agressivas ao meio ambiente.
(Carmem Murara)





