Os integrantes dos movimentos que surgiram em todo o País em defesa da Companhia Vale do Rio Doce estão confiantes de que conseguirão mobilizar a população para criar um espírito público para reverter o processo de privatização da empresa. Um dos coordenadores do Movimento Nacional em Defesa do Brasil, José Walter Bautista Vidal, esteve ontem em Curitiba para tentar mobilizar os paranaenses. ‘‘Já existe uma mobilização muito forte e ela vai reverter o processo’’, garantiu com convicção.
Ex-secretário de Tecnologia Industrial do Ministério da Indústria e Comércio durante os anos de 1974 a 79, Vidal disse que a data marcada para o leilão é mera formalidade. ‘‘Conseguiremos reverter a privatização mesmo depois do leilão’’, afirmou. Ele tem percorrido o País para reunir lideranças e a população contra a venda da Vale.
Vidal afirmou que até o dia 29 de abril uma série de atos públicos e manifestações deverá acontecer em todo o País. Há uma agenda pré-definida, que prevê protestos em Belo Horizonte, Ouro Preto, Natal, Brasília e Curitiba. O ex-secretário de Tecnologia Industrial acredita que vai conseguir reeditar até mesmo o movimentos dos estudantes ‘‘caras pintadas’’, que surgiram na época do impeachment do ex-presidente Fernando Collor.
O Movimento em Defesa do Brasil irá ajuizar ações na Justiça Federal para tentar segurar ou adiar o leilão. A Ordem dos Advogados do Brasil, entidade ligada ao movimento, aprovou fazer uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a privatização. A ação deve ser protocolada nas próximas semanas.

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