Os portos de Paranaguá e Antonina apresentaram crescimento de 2% na movimentação no ano passado em relação a 1997, o que representou um embarque e desembarque de 400 mil toneladas a mais, totalizando 20,1 milhões no ano. O superintendente do Porto, Osires Stenghel Guimarães (foto), afirmou que o aumento ficou muito abaixo da expectativa feita no início de 98, quando se estimava um aquecimento de até 8% na movimentação de cargas. Os números fazem parte do balanço anual da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e foram divulgados ontem pela superintendência do terminal portuário.
Mesmo tendo variação modesta, admitida pela própria superintendência, a movimentação foi a maior da história de Paranaguá e Antonina. Ano a ano, o volume de cargas importadas e exportadas apresenta variação positiva, o que representa recorde de movimentação.
O superintendente do Porto disse que o baixo desempenho foi consequência direta de problemas enfrentados pelos exportadores de soja no início do escoamento da safra, no início de abril. ‘‘Outro problema foi a chuva constante em outubro, que reduziu a quantidade embarcada de farelo de soja’’, afirmou Stenghel Guimarães. A soja e o farelo representam cerca 80% da movimentação no Corredor de Exportação. Foram movimentadas 9,4 milhões de toneladas de soja e farelo, indicando um decréscimo de 130 mil toneladas sobre o ano de 97.
Em compensação, a movimentação de açúcar subiu de 1,5 milhão para 2,1 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 46%. Houve aumento ainda na exportação de arroz, com variação de 107%, e a movimentação média de fertilizantes apresentou crescimento de 22%.
No caso específico do terminal de Antonina houve uma queda na movimentação de 769 mil para 558 mil toneladas de fertilizantes, segundo o superintendente dos dois portos. ‘‘A redução foi uma decisão da Fultran (empresa que explora o terminal), pois eles tiveram problemas em seus equipamentos’’, disse Stenghel Guimarães. A empresa perdeu um guindaste, que afundou na baía.

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