Movimentação do Porto em 96 é recorde
PUBLICAÇÃO
domingo, 12 de janeiro de 1997
Carmem Murara Sucursal de Curitiba 
O Porto de Paranaguá bateu recorde de movimentação em toda a sua história no ano passado. Entre exportação e importação passaram pelo terminal portuário 18,3 milhões de toneladas de produtos. O crescimento na movimentação foi de 1,2 milhão de toneladas em relação ao ano anterior. O aumento é de 7%.
O crescimento aconteceu tanto no setor de exportação quanto no de importação. Em 95, a importação foi de 3,7 milhões de toneladas, enquanto no ano passado ela foi de pouco mais de 4 milhões de toneladas. Os fertilizantes foram os produtos que mais entraram no Estado, totalizando uma importação de 1,6 milhão, em 96. Em seguida aparecem a cevada com um volume de 378,8 mil e o trigo com 249 mil toneladas importadas.
Mas é da exportação que vive o Porto de Paranaguá. Ela é quatro vezes superior à importação. Para cada tonelada que entra no Estado, saem outras quatro para países da Europa, Estados Unidos e Oriente Médio. Somos um porto graneleiro, onde o que manda é a exportação, afirma o superintendente do Porto de Paranaguá, José Aníbal Petráglia. Ao longo do ano foram exportados 14,3 milhões de toneladas.
O superintendente atribui o aumento na movimentação portuária aos preços favoráveis no mercado internacional e também à reestruturação do porto, que passou diversos serviços da operação portuária para a iniciativa privada. O mercado internacional foi favorável para aumentar o volume de exportação, constata Petráglia.
No relatório anual da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, o único item que apresentou uma pequena queda na movimentação no ano passado em relação a 95 foi a entrada e saída de mercadorias de carga geral. A carga geral representa produtos como o café, madeira, algodão, couro, congelados e arroz. Em 95, passaram por Paranaguá 2,89 milhões de toneladas, enquanto no ano passado foram 2,84 milhões. A superintendência do Porto de Paranaguá atribuiu a redução à economia nacional. Houve uma queda na movimentação de carga geral em todo o País, afirma José Aníbal Petráglia.
O comércio da carga geral é o que mais envolve os trabalhadores do terminal portuário. Hoje, atuam no porto cerca de 7 mil trabalhadores entre arrumadores, conferentes, consertadores, estivadores e vigias. O terminal está no processo de corte de pessoal. No ano passado, foram afastados 143 aposentados que continuavam a trabalhar e mais 45 funcionários, que aderiram a um plano de incentivo à demissão. Com o fortalecimento da iniciativa privada no porto, a superintendência acredita que possa aumentar a movimentação de maneira gradual, nos próximos anos.


