A 7 edição da Movelpar de Arapongas deve gerar em negócios de exportações cerca de US$ 2 milhões até amanhã. A projeção é de Silvio Luiz Pinetti, diretor executivo do Sindicato da Indústria Moveleira de Arapongas (Sima). As rodadas de negociações entre 20 importadores internacionais começaram ontem. ''Há muitos mercados nos cinco continentes para serem explorados e os empresários brasileiros precisam ser mais ousados'', declarou João Araújo Pinto Neto, gerente de projeto da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel).
Os importadores vieram de Moçambique, África do Sul, Guatemala, Índia, Jordânia, Rússia, Emirados Arabes Unidos, Marrocos, Costa Rica, Uruguai, Angola, El Salvador, Venezuela, México e da Sérvia. As negocições acontecem no Expoara de Arapongas, sempre entre 9h e 13h.
A estadia, passagens aéreas e deslocamentos dos compradores internacionais foram pagas 50% pelo governo federal, segundo Mônica Vanise, gestora do Projeto Apex Brazilian Furniture da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), órgão ligado ao Ministério de Indústria e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A outra metade ficou por conta de 46 empresários de Arapongas e região, que estão participando das rodadas com os 20 compradores internacionais. João Araújo da Abimóvel calcula que foram gastos cerca de R$ 100 mil na vinda destes compradores.
Mônica esclareceu que a estratégia este ano foi trazer compradores das américas Central e do Sul, além de importadores do continente Africano. Segundo ela, o setor vendia com maior vigor para EUA e Europa, mas com a retração econômica, a busca de novos mercados foi a saída. Já Pinetti do Sima lembrou que na edição de 2007 da Movelpar a indústria faturou US$ 2,8 milhões, com apenas nove importadores. ''Numa avaliação pessimista vamos faturar US$ 2 milhões de dólares. Não dá para prever de maneira absoluta porque não sabemos os efeitos reais da crise mundial'', ponderou.
Se depender dos primeiros reflexos internacionais do setor, os sinais são de aquecimento nas exportações. Mônica e Araújo disseram que a feira moveleira de Las Vegas, nos EUA, em fevereiro deste ano, possibilitou novos negócios, além de futuras negociações ao longo deste ano. ''Vendemos US$ 4 milhões lá (Las Vegas), o que não é comum numa feira'', atestou o representante da Abimóvel. ''Os americanos estão numa forte crise e mesmo assim fechamos bons negócios nos EUA'', argumentou a gestora da Apex.
Araújo destacou que todo mercado moveleiro internacional movimenta cerca de US$ 100 bilhões. Segundo ele, o Brasil exporta apenas US$ 970 milhões - o que representa 0,97% do mercado mundial. Os chineses são líderes nas exportações, movimentando cerca de US$ 30 bilhões. O dirigente da Abimóvel, entretanto, cobrou uma certa ousadia do setor. ''Temos muito espaço para crescer lá fora, só precisamos nos empenhar para isso'', destacou. Ele ressalvou que a forte carga tributária brasileira ainda representa um limitador considerável na competição com outros exportadores internacionais.

mockup