Cerca de 30 mil visitantes de vários estados brasileiros e importadores de 17 países são esperados para a Movelpar 2007 - Feira de Móveis do Paraná, aberta oficialmente ontem no auditório do Expoara, em Arapongas (37 km a oeste de Londrina). A área expositiva será aberta hoje, a partir das 13 horas. Serão cinco dias de evento - até o dia 16 -, com funcionamento das 13 às 20 horas.
A feira reúne 230 expositores. A previsão de negócios gerados com o evento está estimada em R$ 320 milhões e a projeção das vendas para o mercado externo, estimulada pelas rodadas de negócios, deve atingir US$ 15 milhões. Os importadores irão participar nos dias 14, 15 e 16, de 810 rodadas de negócios com os expositores inscritos no projeto Comprador. O projeto é realizado pela Associação Brasileira do Mobiliário (Abimóvel) e Agência de Promoção de Exportações e Investimento (Apex), com apoio do Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (Sima).
A previsão da Abimóvel é que o mercado interno do setor cresça cerca de 10% neste ano. As exportações apresentaram queda em torno de 5% no ano passado, o que vem aquecer o mercado interno. Mesmo com a queda das exportações brasileiras, que no ano passado vendeu US$ 935,255 milhões, o Estados do Paraná e São Paulo foram os únicos a apresentar crescimento das vendas para o mercado externo. Dos US$ 91,731 milhões exportados em 2005, o Estado registrou 15% de aumento em 2006, chegando a exportar o valor de US$ 105,157 milhões. O maior Estado exportador do móvel brasileiro é Santa Catarina, que recuou 17,3% em 2006, seguido pelo Estado do Rio Grande do Sul, que registrou perda de 1,4%.
Os dados do setor em 2006 serão divulgados hoje, na feira, pelo presidente da Abimóvel, José Luiz Dias Fernandez.
O maior número de indústrias moveleiras do Paraná concentra-se no norte do Estado, totalizando 549 indústrias fabricantes de móveis que geram 15.350 mil empregos diretos e indiretos. O município de Arapongas abrange o maior número de empresas do setor, no num total de 145 indústrias, gerando 10.469 mil empregos diretos e indiretos. A participação das empresas do pólo no PIB brasileiro de móveis é de 8,7%. O faturamento do pólo em 2006 foi de R$ 918 milhões e as exportações representaram o volume de US$ 68,6 milhões.

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