Moveleiros de Umuarama querem melhorar qualidade
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de junho de 2002
Vânia Moreira<br>Equipe da Folha 
Umuarama - Embora seja o segundo maior pólo moveleiro do Paraná (o primeiro é Arapongas), Umuarama ainda não consegue oferecer produtos de qualidade capazes de firmar o nome da cidade entre os grandes fabricantes de móveis e estofados. A deficiência, admitida por empresários do setor, está na falta de qualificação da mão-de-obra. Ainda não existem cursos ou treinamentos disponíveis e a maioria dos empregados aprende apenas na prática. A indústria moveleira de Umuarama reúne cerca de 80 fábricas e emprega aproximadamente 1.200 trabalhadores.
Para resolver o problema, o Sindicato das Indústrias Moveleiras e Marcenarias de Umuarama e Região (Simur) e a prefeitura de Umuarama firmaram esta semana um convênio com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), para montar uma escola-fábrica na cidade. A escola vai oferecer cursos para quem já trabalha nas fábricas ou deseja ingressar na profissão.
O dono da Estofados Sofaplast, Nilton Giuliano Turetta, diz que Umuarama já enfrenta a desvantagem de ser o mais distante dos pólos moveleiros que disputam o mercado de São Paulo e Minas Gerais, competindo com Votuporanga (SP), Ubá (MG) e Arapongas. Precisamos melhorar a qualidade para garantir uma boa fatia desse mercado, mas sem mão-de-obra adequada não conseguiremos fabricar bons produtos, afirma.
Segundo a coordenadora regional da Fiep, Valéria Rodrigues Maldonaldo, um dos primeiros cursos a serem implantados será o de estofador de móveis. A indústria local precisa de imediato de pelo menos 300 estofadores habilitados. Pelo convênio, a prefeitura se compromete a alugar e manter as despesas de um salão para o Senai montar a escola. O sindicato fornecerá parte do material necessário para os cursos.


