Um grupo de sete empresários do setor moveleiro de Maringá está se unindo para formar uma nova empresa, que já tem garantida a exportação de portas para os Estados Unidos e Inglaterra. De imediato, a indústria está fechando um contrato para mandar cinco mil peças por mês para os dois países, garantindo um faturamento mensal entre US$ 240 a US$ 250 mil. No máximo em 90 dias, a meta dos empresários é estar enviando 10 mil portas por mês para o mercado externo.
Existe ainda a possibilidade da nova indústria exportar outros móveis, começando por bancos de jardim e cadeiras de piscinas. ‘‘Nossa vantagem é ter o pinus para fazer os móveis’’, afirma o empresário Luiz Roberto de Castro, presidente da Associação das Indústrias Moveleiras de Maringá, que faz parte do grupo. Ele explica que na Inglaterra e nos Estados Unidos, além de outros países da Europa, existem leis de proteção ambiental que exigem a fabricação de móveis com madeira de reflorestamento. ‘‘Só que lá eles não têm pinus, que aqui é mais empregado na fabricação de papel’’, diz.
O negócio surgiu graças à participação dos empresários do setor moveleiro de Maringá na Exporueda, realizada em julho passado na cidade de Assuncion, no Paraguai. Durante a rodada de negócios, um grupo de exportadores italianos, que tem empresa no Paraguai, mostrou interesse em comprar móveis das indústrias de Maringá. ‘‘Até agora nós só produzíamos móveis sob encomenda, e foi preciso unir sete das nove empresas que participaram das negociações para garantir as vendas’’, diz Castro. Ontem os italianos voltaram a se reunir com os empresários de Maringá.
Para Castro, a médio prazo será possível ampliar os acordos para a exportação de outros móveis. ‘‘Se fecharmos acordo para atender toda a demanda prevista pelos compradores, podemos movimentar até US$ 900 mil por mês’’, prevê ele. A grande vantagem para as empresas de Maringá é que a produção normal das sete fábricas continua, enquanto a nova indústria vai garantir pelo menos mais 70 empregos diretos.

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